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Desarmamento Civil
Seg, 05/30/2011
     
 
 
       Nem bem enterraram os mortos do massacre na escola do Rio de Janeiro, fruto de uma atitude destemperada e doentia de um jovem de apenas 23 anos, e as 'viúvas' do desarmamento já retornaram a discursar sobre a aquisição de armas pela população civil. Dizem eles, que não podemos mais aceitar que pessoas comprem armas e as regularizem.
 
     O Presidente do Senado, José Sarney, discursou sobre a atual lei do desarmamento, e comentou que estamos vivendo em um Brasil diferente de quando votamos no referendo, além disso, Sarney defendeu a revogação da lei atual e a criação de uma nova legislação para as armas, dessa vez com "Tolerância zero".
 
      Outro que não perdeu a oportunidade foi o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que anunciou uma nova campanha do desarmamento. Segundo Cardozo, um dos seus principais objetivos como ministro é acabar com a cultura do armamento, que segundo ele, é motivo de diversos crimes e atrocidades em todo país.
 
     Entretanto há um grave problema nos discursos tanto do Sarney, quanto do Ministro Cardozo: eles não se deram conta que as armas que o assassino na escola do Realengo usou eram de origem ilícita, que não possuíam documentação, ou seja, não foram compradas nas lojas especializadas. O que o Sarney e o Ministro querem é acabar com a compra de armas por parte dos cidadãos de bem, das pessoas que as usam como defesa e não como utensílio para a prática de crimes.
 
      Tanto o Ministro, como o Sarney, não devem saber que para adquirir armas legalizadas é necessário ter 25 anos completos, porém o assassino da tragédia do Rio tinha 23. E mais, para comprar uma arma e registrá-la, o cidadão precisa passar por testes de aptidão psicológica e por teste de tiro, comprovar atividade profissional, além de não possuir qualquer problema judicial. Sem falar na demora para emissão dos registros. Sendo assim, é evidente que bandido não compra arma no comércio especializado.
 
      A ideia de tentar evitar barbaridades como esta é boa, mas o foco está errado. Não se deve tentar dificultar ainda mais a aquisição de armas de fogo pelas pessoas de bem. O que deve ser feito é subir nos morros, vigiar fronteiras, apreender e destruir as armas dos bandidos, dos traficantes, dos assaltantes.
 
        É inaceitável que a sociedade de bem seja banida de seus direitos por má informação de seus representantes.
 
Autor: Marco Matos
Abr/2011